Capão Alto: Câmara de Vereadores cria comissão para analisar possíveis irregularidades em gastos com diárias

A Câmara de Vereadores de Capão Alto instaurou uma Comissão Especial para analisar possíveis irregularidades em gastos com diárias do ex-presidente da Casa, Zezo Pires – atual vice-prefeito do município, entre 2009 e 2012. A comissão foi criada a pedido do Ministério Público (MP), que apura o caso através de um Inquérito Civil. Segundo denúncias, o ex-presidente Zezo gastou R$ 32,8 mil durante dois anos, um montante considerado alto demais.

Houve polêmica na criação da comissão, via de regra, cabe aos líderes de bancada indicarem os vereadores para compô-la. O vereador Ênio José Ribeiro da Silva (PP), irmão do ex-presidente Zezo, na qualidade de líder de bancada pepista, se autonomeou para fazer parte da comissão como líder da sigla, mas alguns vereadores não aceitaram, justamente por ambos serem irmão.

O vereador Ênio, segundo o presidente Miguel, fará parte da comissão, mas não terá direito a voto. Um requerimento foi apresentado pelos vereadores Volni da Silveira Trindade (PP) e Rosane Aparecida  Xavier (PSD), tentando derrubar a nomeação dele, mas não avançou. Votaram a favor deste requerimento os vereadores Emilson Soares Freitas (PSD), João Paiano (PSD), Rosane e Volni. Já os vereadores João Branco (MDB), Ênio, Anderson Luiz dos Santos (Alemão – MDB) e Minéia Soldatelli (MDB) abstiveram-se. O presidente Miguel Pereira, neste caso, não precisou votar. Ele só votaria se o placar da votação terminasse empatado, o que não aconteceu, já que quatro vereadores abstiveram-se.

De acordo com o atual presidente Miguel Pereira, a comissão apenas fará o levantamento dos gastos e encaminhará o resultado ao MP, para as providências necessárias. “Quero deixar claro que não caberá a esta Casa julgar, vamos apenas fazer os apontamentos para encaminhar ao Ministério Público. Só estamos cumprindo o que está dentro da lei”, esclareceu.

O presidente ressalta que os gastos com diárias do ex-presidente Zezo, no período já citado, chegaram a 32,8 mil em dois anos, valores considerados altos demais. Para ele, essas despesas são “injustificável”. Ele reforça que não caberá a Câmara julgar, mas somente fazer os “apontamentos” para encaminhar ao MP. Segundo ele, a população está cobrando que essa questão das diárias seja esclarecida.

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