Fuligem lançada por madeireira gera transtornos a moradores de Correia Pinto

A fumaça preta lançada pela chaminé da Madeireira Madessera, no bairro Nossa Senhora do Rosário (Cohab II), em Correia Pinto, está causando transtornos aos moradores. A fuligem tem contaminado vários ambientes na comunidade, tirando o sossego das famílias, que cobram uma solução para o problema. A direção da empresa informa que já está tomando as providências para resolver a situação.


Ezequiel Ribeiro Schultz, morador do bairro, conta que a fuligem cai em cima das casas, calçadas e plantas. “Estamos passando por uma situação crítica e complicada, não sabemos mais o que fazer. Já estive na prefeitura e na empresa. Falei com o gerente da empresa que prometeu que iria tomar providências, mas nada foi resolvido. Já se passaram de seis a sete meses e continua tudo a mesma coisa”, reclamou.
O responsável pela empresa, Luiz Cláudio afirma que já está tomando as providências para resolver a situação. Segundo ele, algumas medidas já foram tomadas, e foi feito contato com a empresa que fabricou a caldeira com o intuito de encontrar uma solução para o problema. Além, colaboradores que trabalham na caldeira estão sendo qualificados.


“Estamos fazendo o possível, buscando informações e soluções para não gerar transtornos a ninguém. Nosso objetivo é interagir com a comunidade é não atrapalhar. Acredito que em breve conseguimos sanar o problema”, diz Cláudio. Ainda de acordo com ele, a madeireira possui relatórios de controle de emissão de poluentes e todos estão “positivos”.
Vale ressaltar que o lançamento de fuligem no ar por parte da indústria é uma irregularidade ambiental, além de representar um risco à saúde das pessoas. No caso da situação em Correia Pinto, a comunidade deixa claro que não é contra a empresa, mesmo porque esta gera emprego e renda no município. O que os moradores buscam é que fábrica tome providências e acabe com o problema o quanto antes, ficando bom para ambas as partes, pois há mais de seis meses eles buscaram ajuda, mas até agora não obtiveram uma resposta.

Achou essa matéria interessante? Compartilhe!