Gestão municipal de Correia Pinto passa a receber apoio do Programa Klabin de Desenvolvimento Regional

Os prefeito eleitos em outubro de 2020, que tomaram posse em janeiro de 2021, já puderam conhecer a realidade das contas públicas e os desafios que terão de enfrentar nos quatro anos de mandato (2021-2024). Em Correia Pinto, o prefeito Edilson dos Santos (Churiço) irá contar com o auxílio da Kabin para se preparar tecnicamente para o enfrentamento dessas dificuldades.

Essa preparação vai acontecer através do Programa Klabin de Desenvolvimento Regional, um programa que fornece aos gestores públicos locais, gratuitamente, consultoria técnica nas principais áreas de interesse do município (administração, tributos, educação, saúde, assistência social e infraestrutura). O planejamento estratégico da gestão pública é uma iniciativa da Klabin que conta com a consultoria técnica da Interação Urbana. Esse programa visa a apoiar os territórios onde a empresa atua.

Mauro Zanin, diretor da Interação Urbana, destaca a importância de o planejamento ocorrer já no primeiro ano de mandato, momento em que começa um novo governo com sua agenda política específica. “Ao colocarmos essa agenda na perspectiva temporal do planejamento, é possível avaliar se as ações são exequíveis, organizar os recursos, eliminar excessos e também iniciativas que não competem ao poder público”, diz. Zerbinato acrescenta: “é uma oportunidade de todos participarem do ciclo inteiro de uma gestão.”

O prefeito Edilson agradeceu a iniciativa da Klabin e refirmou seu compromisso com a gestão na busca de resultados positivos de atendimento ao cidadão.
O coordenador do programa na Prefeitura de Correia Pinto, o secretário de finaças Eder Mesquita, disse que o programa é uma ferramenta necessária e que com técnicas já experimentadas em outros municípios proporcionará à equipe efetividade nas ações de governo.

Por que planejar?
Contar com ferramentas e orientação técnica para planejar a gestão é uma oportunidade transformadora para o município parceiro do programa. Além do conhecimento adquirido pelas equipes da prefeitura, sem nenhum ônus aos cofres públicos, a fixação de indicadores, metas e ações, tudo devidamente monitorado ao longo do mandato, constitui um know-how que permanece na administração e reverte em benefício perene à população.

O programa oferece aos gestores (prefeito, secretários e respectivas equipes) técnicas consagradas de gestão pública e ferramentas de planejamento e monitoramento de ações (sistema “nuvem” Monitoraplan), de modo a terem um controle mais efetivo das ações planejadas e executadas. No dia a dia, a metodologia e a presença da consultoria também ajudam a resolver demandas que surgem durante o processo, dúvidas sobre políticas públicas e como implementá-las. Com isso, os municípios acabam encontrando soluções também para problemas corriqueiros. “E como o foco do trabalho é a perspectiva de melhoria da receita e a redução das despesas, espera-se maior efetividade na aplicação dos recursos públicos”, explica Zerbinato.

Objetivos e metodologia
O Planejamento Estratégico de Governo, como é chamado, fundamenta-se no apoio às prefeituras para a elaboração do Plano Plurianual (PPA 2022-2025), que deve ser consistente, participativo, estratégico e transparente, e para a construção técnica dos programas, ações, metas, indicadores e orçamento.

O programa envolve todas as secretarias do município e adota uma metodologia participativa, com o uso de ferramenta de moderação de discussão em grupo. “Somente quem faz, quem executa, pode planejar algo. Por isso, fazemos um planejamento participativo com os secretários, gestores e técnicos de todas as secretarias”, diz Zerbinato. São eles mesmos, os técnicos e secretários, com apoio da consultoria e da metodologia, que desenvolvem as ações estratégicas da gestão.

O trabalho prevê a elaboração de diagnósticos com participação da equipe de governo, através de coleta de dados secundários e visitas em campo (se as condições sanitárias permitirem); a elaboração dos Planos de Ação, com participação dos gestores municipais, para enfrentamento dos desafios apontados na etapa de diagnóstico; a construção de uma cesta de indicadores que traduza as entregas e projetos previstos no PPA; o estabelecimento de um painel de gestão, com metas e indicadores por setor de cada pasta; o monitoramento dos Planos de Ação de cada município, visando a correção de rumos durante sua implementação; e a capacitação das equipes das prefeituras. Todo esse ciclo (veja ilustração) é conduzido ao longo de um ano, sendo avaliado, atualizado e retomado ao término desse período.

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