Conhecendo a Locomotiva “Maria Fumaça” de perto

A reportagem de NOTÍCIA NO ATO, esteve na Estação Ferroviária, na manhã desta terça-feira, onde esteva   estacionada a “Maria Fumaça” com vários vagões. Na oportunidade, o engenheiro mecânico, Marlon Ilg que é o maquinista da locomotiva conversou com nossa equipe. Na verdade o comboio pertence à Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), cuja sede está localizada em Rio Negrinho, Santa Catarina. A Locomotiva e seus carros, conhecidos como vagões, é um trem comemorativo, liberado eventualmente pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). “Ainda não há um trem definitivo para Lages”, observou Marlon reiterando ainda que “esse trem é uma composição conhecido por Maria Fumaça, com uma Locomotiva fabricada em 1850, é a nossa “caçula”. Temos outras cinco em Rio Negrinho e mais duas em Piratuba. Pelo Brasil, a nossa entidade, tem oito trens operando fixos mensalmente. É o maior acervo da América. Nós estamos de passagem, vamos até Vacaria, no Rio Grande do Sul, onde nos dias 4, 5, 6 e sete têm passeios. No dia 8 a “Maria Fumaça” retorna a Lages, onde vai ficar nos dois finais de semana, dias 11 e 12. No dia 15 teremos viagem. Finalizando nos dias 17 e 18 de agosto. Os horários são os seguintes: às 09:30 para Berlander, e às 13:30 vamos até Escurinho”, observou o maquinista.

Como tudo começou

Indagado sobre os gastos de manutenção, Marlon disse que: “os gastos são enormes. Mais quem paga isso é o próprio público que vem passear com a Maria Fumaça. Todo valor é revertido. A concessionária da Estrada de Ferro, nos auxilia, não cobra nada. Ela é parceira da preservação. E se orgulha pelo resgate ferroviário, principalmente no Sul do Brasil onde o sistema ferroviário esteve muito tempo abandonado. Hoje está se refazendo.

Vale lembrar que o maquinista é filho de Ralfh Ilg, 64 anos, fundador da ABPF no sul do Brasil, e que também faz parte da composição que passou por Lages. Além de Marlon, seu irmão, James que também é maquinista e engenheiro mecânico está integrado na equipe que é composta por 4 maquinistas. No decorrer de uma viagem duas equipes participam, sendo 2 pessoas na Maria Fumaça, com um foguista e um auxiliar de foguista. Marlon informou que antigamente a Maria Fumaça tinha freio à vácuo. Hoje o sistema de freios é idêntico ao de um caminhão, com ar comprimido, como nas carretas. A Maria Fumaça, foi comprado pela empresa Maria Cristina. Parou de rodar em 1974. Em 1978 se conseguiu essa Maria Fumaça que hoje passou por Lages. Depois de 23 anos parada foi reinaugurada. Vale lembrar que o maquinista e engenheiro mecânico Marlon Ilg é o vice-presidente da ABPF.

Valorização da Cultura

Segundo o Executivo Pinheiro da Secretaria Municipal de Turismo, “está sendo muito procurado por empresas de Lages nas atividades de alimentação, vinícola e outras que desejam comercializar seus produtos no decorrer das viagem. Haverá apresentações artísticas no Escurinho. O Batalhão participará como o seu acervo ferroviário. Portanto será, um passeio muito interessante valorizando a cultura da serra catarinense”, disse Pinheiro.

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