//Palmeira retoma obra da educação paralisada há seis anos

Palmeira retoma obra da educação paralisada há seis anos

Uma obra inacabada que incomodava a prefeita de Palmeira Fernanda Córdova, a unidade escolar de educação infantil está com os dias contados. Abandonada há seis anos, a construção da unidade será uma página virada no rol das obras inacabadas em Palmeira, segundo a prefeita Fernanda Córdova.Em setembro, ela deu a ordem de serviço com prazo de conclusão até dezembro. “Nossa meta é que as crianças iniciem o ano letivo de 2019, na nova unidade escolar”, afirma a prefeita.A unidade escolar foi um projeto padrão do governo federal lançado em 2012 para todo Brasil. Os recursos foram liberados através do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE e do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos Escolar Pública de Educação Infantil, o Projeto Proinfância Tipo C. Este modelo de unidade prevê atender até 120 crianças. Além da construção, toda parte de equipamentos e mobiliários estão previstos no convênio e segundo a prefeita, o município corria o risco de perder o convênio por não cumprir o prazo inicial de execução.

“Só conseguimos retomar essa obra porque economizamos R$ 350 mil dos recursos próprios da prefeitura”, garante Fernanda Córdova. Esquecida por gestões anteriores, a unidade escolar teve toda fiação saqueada, aberturas, cobertura e parte da estrutura furtada. O que sobrou estava sendo corroído pelo tempo.

De acordo com a prefeita, a retomada da obra só foi possível graças a compreensão e adesão de todos os servidores, especialmente da educação. “Trabalhamos esses dois primeiros anos com arrocho para economizar e priorizar esta obra. Ela é fruto do empenho de todos, porque parte dos recursos que estamos investindo é do salário educação”, frisou Fernanda Córdova.

Prefeitura gasta mais de R$ 40 mil em aluguel com educação infantil

Quando iniciou a construção da unidade escolar de educação infantil, Palmeira tinha cerca de 80 alunos matriculados no perímetro urbano. Hoje são ao menos 130 crianças que passam o dia numa escola, mantida pela prefeitura através de aluguel de mais de R$ 40 mil por ano.

A pressa da prefeita em terminar a obra este ano é porque, do contrário o município pode perder cerca de R$ 300 mil que está assegurado para mobiliar e equipar a unidade escolar. A empresa que venceu a concorrência para concluir a obra, mantém uma equipe de operários e está refazendo tudo que se perdeu pela ação do tempo.

Fernanda Córdova lembra que esta unidade escolar de educação infantil consta como obra 100% paga à antiga empreiteira que iniciou a construção. Mas infelizmente, nunca foi terminada. A unidade se destina a crianças na faixa etária de 0 a 5 anos e 11 meses.

No sistema de creche ela contemplará crianças de 0 até 18 meses na creche I; de 18 meses até 3 anos na creche II; de 3 anos até 4 anos na creche III e para crianças de 4 anos até 5 anos e 11 meses, com pré-escolar.