//Você não pode deixar de sugar o conhecimento de dentro do Museu

Você não pode deixar de sugar o conhecimento de dentro do Museu

Para contextualizar, o Museu Thiago de Castro recheia seu povo a partir de comprovações históricas de Lages desde sua fundação, documentos e imagens dos séculos XVIII e XIX: Lageanos ilustres; passos políticos; registros de veículos de comunicação, a exemplo de todas as edições do Jornal Correio Lageano, que em 2018 comemora seus 79 anos de fundação; jornais antigos que hoje não existem mais, como “O Lageano” (exposição passada pela Biblioteca Pública Carlos Dorval Macedo e agora no Lages Garden Shopping); livros de registros com atas das primeiras sessões da Câmara de Vereadores, desde 1870; ata da fundação de Lages, em 1766; relíquias que congelam o tempo, como o rodado do carro de boi que transportou as pedras para a construção da Catedral Diocesana; armas de guerra e lutas regionais, e utilizadas pelos escravos e soldados; utensílios de trabalho e domésticos; peças de vestuário, e peças curiosas, como máquinas de datilografia e calculadoras antigas. Uma infinidade de itens de acervos documental e de peças, ultrapassando 30 mil artigos.

O idealizador do Museu, Danilo Thiago de Castro, começou a estruturá-lo aos 17 anos, em 1937. Os materiais e objetos eram recolhidos diretamente nas residências, normalmente quando as pessoas faziam as tradicionais limpezas de final de ano. Era um hábito reservar os artigos para doar ao senhor Danilo, que anteriormente era localizado em uma sala na rua Hercílio Luz, no Centro. Atualmente está localizado na rua Benjamin Constant, no prédio do antigo Fórum Nereu Ramos.

Após o falecimento do senhor Danilo, em uma parceria entre sua família, o MP e através do espólio junto ao Município, a prefeitura comprou todo o acervo, tornando o Museu um bem público. Até 2011 era particular. A Associação Amigos do MTC participou desta transição. Depois firmado um convênio de manutenção e guarda do acervo, que findou.

Boa parte dos documentos arquivados em Lages não existe em outros do país, sobretudo da época da escravatura. É o terceiro maior museu em acervo documental do Brasil.

Fotos: Daniel Costa