//Câmara sedia seminário sobre projeto que limita plantio de árvores próximo à rede elétrica

Câmara sedia seminário sobre projeto que limita plantio de árvores próximo à rede elétrica

A Câmara de Vereadores de Lages sediou na tarde de sexta-feira (21), o seminário que debateu o projeto de Lei 071/2015, de autoria do deputado estadual Dirceu Dresch (PT), que fixa limites para o plantio de árvores exóticas, como pinus e eucalipto, próximo à rede de distribuição de energia elétrica. A cidade de Lages foi escolhida para o evento, pois é uma região onde 80% dos problemas de queda de energia e de apagões estão relacionados as árvores próximas à rede. A intenção é realizar 14 seminários pelo Estado para discussão do tema.
 A proposta determina que o plantio de árvores exóticas respeite uma distância mínima de 20 metros de cada lado em relação às linhas de distribuição de energia. Dados apurados mostram que mais de 70% das interrupções no sistema de distribuição de energia, principalmente, na área rural, têm como causa o contato de árvores de reflorestamento com a rede energizada. “Precisamos resolver isso. Uma simples casca do caule do eucalipto sobre a fiação pode fazer a rede cair. Isso gera prejuízos incalculáveis para a cidade e para a comunidade do interior, afetando principalmente os agricultores familiares”, declarou o deputado.
Dirceu Dresch explicou que hoje a distância varia entre  7,5 e 10 metros de cada lado, conforme a tensão da rede. Como o pinus e o eucalipto podem alcançar até 40 metros de altura, com a ação dos ventos fortes, algumas árvores podem curvar, tocando o porte. “Depois de vários anos de trabalho, constatamos que várias regiões de Santa Catarina enfrentam esse problema. Estamos desde 2015 trabalhando no planejamento desse projeto e esperamos através desses debates resolver todos os impasses entre as empresas de reflorestamento e a comunidade. O objetivo com essas discussões é de construir acordos para que em um evento estadualizado possamos decidir pelo andamento do projeto”, disse.
O projeto, em tramitação na comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, já recebeu manifestação de apoio de centenas de câmaras de vereadores, da Celesc, de cooperativas de eletrificação rural e de várias entidades ligadas à agricultura familiar, como a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf-Sul) e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc).