Com a proximidade do retorno às aulas, Procon pesquisa preços de 72 artigos de material escolar

Na planilha podem ser constatadas diferenças alarmantes

Pais atentos e prudentes. Mesmo ainda com o período de férias dos filhos, a economia na hora da compra dos materiais escolares já é uma preocupação diante das demais despesas comuns a esta época. Paciência e pesquisa dentro do orçamento familiar são fundamentais para evitar aquisições por impulso e desnecessárias. A cautela deve estar voltada, aliás, aos produtos estampados com personagens famosos entre as crianças e adolescentes, o que pode encarecer a lista e pesar no bolso. E para auxiliar as famílias nesta missão que se repete todos os anos, o Programa de Defesa do Consumidor (Procon) realizou uma pesquisa especial neste início de ano, salientando os produtos mais baratos, essenciais nas mochilas praticamente todos os dias.O levantamento de preços levou em consideração 72 itens em sete estabelecimentos de Lages. O Executivo do Procon, Júlio Borba, enfatiza que foram identificados o preço médio por produto e a diferença de preço, “a maior” em comparativo com o menor valor em termos percentuais. Um dos dados que mais chamam a atenção refere-se à diferença de 566% no preço da unidade da régua plástica de 30 centímetros entre os locais que comercializam o produto. “Diferentemente da pesquisa tradicional e mensal de produtos básicos, em que se verifica o menor preço praticado por estabelecimento, independentemente de marca, nesta pesquisa do material escolar, além do menor preço, observa-se o valor praticado em produtos da marca Faber-Castell, por ser uma referência nacional. A variação de preço pode estar ligada, entre outros fatores, à qualidade do produto”, pontua Júlio Borba, ao recomendar aos pais conversar com os filhos sobre a real necessidade de cada material, e tentar ir às compras sem as crianças, evitando aquisições por impulso. A pesquisa completa pode ser acessada no link http://procon.lages.sc.gov.br/pesquisas.

Cobranças indevidas

Outro alerta do Executivo do Procon é sobre a cobrança da taxa de material escolar, o que é indevido. “No caso das instituições privadas, o estabelecimento de ensino deve fornecer a lista de material escolar. E o custo dos materiais de uso coletivo, como papel higiênico e de expediente, já deve estar embutido no valor da mensalidade”, explica o Executivo.A cobrança indevida de taxa de material escolar por estabelecimento de ensino privado gerou uma reclamação de uma mãe de aluna em 2017, se transformando em um processo administrativo. O resultado da demanda, que contou com o suporte do Procon, foi a aplicação de multa à empresa.O Procon está localizado na rua Martinho Nerbass, 29, próximo ao Terminal Urbano. O atendimento é prestado de segunda a sexta, das 8h às 18h, com entrega de senhas até as 17h. Contato: 3222-3921/3224-5225/3222-1096/3229-2752.

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