Esforço conjunto para estudar o conteúdo da cápsula do tempo de Lages

 Grupo de historiadores de Lages visita o Museu Thiago de Castro para aprofundar pesquisa no material encontrado após a demolição do antigo colégio Aristiliano Ramos

A cápsula do tempo enterrada há 83 anos e localizada há pouco mais de um mês sob o antigo Colégio Aristiliano Ramos, no Centro de Lages, não para de despertar o interesse de especialistas. E com a revelação do conteúdo da relíquia, no último dia 11, a curiosidade fica ainda maior.Três edições do jornal A Época e uma do Correio do Estado, impressas entre 1932 e 1934; um convite para o lançamento da pedra fundamental para a construção do prédio, no dia 3 de outubro de 1934; e oito moedas, sendo a mais velha de 1731, quando Lages ainda nem havia sido fundada; foram encontradas dentro do pote de vidro.Boa parte dos registros dos jornais faz menção às obras do então deputado Nereu Ramos e sua família. Todo o material agora faz parte de uma corrente de estudos que envolve funcionários do Museu Thiago de Castro (MTC), da Fundação Cultural de Lages (FCL), historiadores e professores da rede pública de ensino.Na última terça-feira, dia 23, um grupo da Secretaria Municipal de Educação integrou-se aos pesquisadores. A proposta é a união de conhecimentos para decifrar o que os lageanos que participaram daquele ato, há 83 anos, queriam dizer a quem por ventura um dia encontrasse o material.“Ficamos contentes com a participação dos professores do município nos estudos da cápsula e seu conteúdo. Também é importante frisar que o museu está aberto a demais pesquisadores e que todo o material disposto é público”, diz o superintendente da FCL, Giba Ronconi.Para a professora Marisa Ester Perin Tonon, formadora de história do Núcleo de Educação Permanente da Secretaria de Educação, a importância da visita é que o profissional lageano também faça parte da construção da própria história.“Temos uma preocupação em fazer parte desses capítulos. Para tal, precisamos ir atrás desses conteúdos para começarmos a difundir essa rica informação que tem o museu. Nos encontros de historiadores pelo Brasil, muitas vezes vemos profissionais de outras regiões contando a nossa história, e por isso também temos que provocar essa ação em nossos professores. A partir de agora podemos traçar outras metas de estudos que possam levar esse conhecimento para as nossas escolas”.O coordenador do MTC, Ader Godoy, informa que a visitação dos materiais da cápsula ainda não está disponível para o público em geral.“Os periódicos e as moedas ainda estão em processo de recuperação e análise, porém, historiadores e pesquisadores podem agendar com os gestores do museu os seus estudos”.

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