Prefeitura atua permanentemente no incentivo ao fortalecimento da atividade econômica de cervejarias artesanais em Lages

Esta atividade econômica está crescendo no município nos últimos anos

Na última semana este em Lages, Richard Lohn, fundador da cervejaria LohnBeer. Sua visita na cidade foi para compartilhar sua experiência na cultura e turismo cervejeiro.  No encontro estiveram presentes o coordenador de Projetos da Ambev Felipe Sommer, Aline Medeiros, diretora da Cervejaria Santa Catarina da Ambev em Lages, Luís Carlos Pinheiro Filho, executivo de Turismo, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, da Prefeitura, e Nelson Beretta, diretor da Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca. Prestigiaram o encontro também, os principais cervejeiros artesanais do município.

Na ocasião Richard autografou e doou seu livro recém lançado que conta a história da Lohn, difundindo seu conhecimento aos produtores locais, promovendo o intercâmbio de conhecimento e experiência para a região da Serra Catarinense.

Felipe Sommer, da Ambev, apresentou o projeto da empresa que visa o fomento da cultura do Lúpulo na região Serrana, de Santa Catarina, através da agricultura familiar. “A implementação da nossa lavoura experimental, a construção do viveiro para fornecimento gratuito de mudas e a construção da Planta de Beneficiamento eliminam as principais barreiras para que a cultura do lúpulo decole na região. Isso tudo, aliado a sua privilegiada condição agrícola, geográfica e turística tem potencial para transformar Lages na capital brasileira do Lúpulo”, disse.

O executivo de Turismo, da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Luís Carlos Pinheiro Filho, justificou que “neste processo e nesta cadeia, pode-se criar inúmeros produtos baseados em cerveja,  complementando  tudo o que está acontecendo no setor cervejeiro da Serra de Santa Catarina, desde o aumento substancial da produção de lúpulo, colocando Lages como um dos melhores lugares para o cultivo deste insumo fundamental na fabricação de cerveja, até as cervejas artesanais, os oito empreendimentos, vários já com suas instalações produtoras montadas e espaços que podem agregar na vida cotidiana das pessoas e também nas rotas turísticas cervejeiras”. Pinheiro ainda completou: “Portanto, demonstra-se todo o esforço no sentido de transformar Lages em um polo cervejeiro no Sul do Brasil, e as conexões desta cadeia, promovem a cidade. Consequentemente, para o turismo, essencial, pois a cerveja é um grande atrativo”.

Ao final os participantes degustaram o mais recente produto da Lohn, a cerveja Green Belly, a primeira cerveja produzida em escala industrial com o lúpulo de Santa Catarina.O nome da cerveja é uma homenagem carinhosa à expressão “barriga verde”.

Cenário Nacional Cervejeiro

O setor que vem crescendo no Brasil e é o terceiro maior do mundo. O colegiado da Câmara da Cerveja tem debatido medidas para atender as demandas do setor e fomentar a produção nacional.

Nos Estados Unidos, as cervejarias artesanais movimentam 27 bilhões de dólares por ano. No Brasil, não há dados específicos sobre a economia das empresas artesanais, a não ser os dados do próprio Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a partir do registro formal de novas fábricas.

A Câmara da cerveja é composta por representantes de toda a cadeia produtiva: Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo (Aprolúpulo), Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva), a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), a Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil) e o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv).

O número de empreendimentos cervejeiros registrou crescimento superior a 30% nos últimos dois anos no Brasil, tendo os estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina como destaques nacionais no segmento.

Em 2020, até a primeira quinzena de fevereiro, o país mantinha 1.171 cervejarias em atividade cadastradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), acima dos 889 estabelecimentos registrados em 2018.

Texto e Fotos: Henrique Beling

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