Explosão na Pedreira do Morro Grande balançou literalmente alguns bairros

Duas grandes explosões balançaram literalmente alguns bairros da cidade. O estrondo acompanhado por tremor foi sentido no início da tarde da última quinta dia 03/09, por volta das 13hs.

A bem da verdade, se hoje acontecem explosões que preocupam a comunidade no entorno do Morro Grande, a culpa é, em primeira mão do poder público, que concedeu a exploração da pedreira causando danos ao Meio Ambiente. E isso já fazem décadas.
Veja na foto a situação em que se encontra uma parte do Morro, a deterioração que já foi criminalmente praticada contra o Meio Ambiente, com a anuência do poder público. Ao longo de todos esses anos, explosões já aconteceram centenas de vezes. Indaga-se: O Meio Ambiente alguma vez já tomou medidas legais para coibir esse desastre ambiental? É preciso que alguém tome providências. Faz-se necessário que algum órgão público tome por interesse. Sabe-se que o Ministério Público, em outras oportunidades já tomou providências. Porém, a população cobra mais ações de todas as instituições que envolvem o Meio Ambiente. Enquanto isso, no alto do Morro Grande até a Cruz, quem lembra a morte de Cristo, já está tremendo nas bases. Imaginem as estruturas de muitas casas que estão implantadas nas adjacências da pedreira, como não devem estar!? Reclamações, falatórios, blá-blá-blá de políticos, tudo isso já aconteceu no passado. No presente a pedreira continua sendo explorada, e suas explosões causam sustos na população. Tanto que as explosões foram ouvidas, em muitos bairros, como no Bom Jesus, Habitação, Várzea, Vila Nova, Brusque, Centenário, Santa Catarina, Araucária e até no Centro de Lages. Segundo Dorival de Jesus, 45 anos, “ todas as quintas-feiras fazem duas explosões, minha casa é de madeira e chegou a tremer”, observou o morador.
Já o morador do bairro Vila Nova, Alessandro Ataíde Neves, que também presenciou tremores, disse que, de tempos em tempos, é realizada uma reunião entre integrantes da Prefeitura Municipal e da Pedreira Gaspar. E que, o último movimento que aconteceu foi em 2018, quando o Ministério Público também esteve acompanhando o desenrolar da movimentação. Comenta-se também que foram realizadas algumas multas de valores ínfimos. Fechar a pedreira será impossível, dizem: “eles tem toda a papelada autorizando a exploração”. Seria de bom alvitre que o órgão competente, responsável pela sismologia, aferisse as questões dos tremores que são provocados pelas explosões. E que se possível, verificassem a quantidade real dos explosivos detonados. Somente assim, poderão constatar a veracidade dos decibéis provocados numa explosão. Denunciam que há rachaduras no Morro, e que é possível colocar um carro dentro. Enfim, há denúncias graves, aliás gravíssimas, com sérias acusações. O pior de tudo, é que a pedreira Gaspar tem uma concessão para explorar pedras até em 2039.
Até lá muitos danos ao Meio Ambiente irão acontecer. Ainda à respeito da explosão, uma moradora residente na Rua Da Acácia Negra, bairro Habitação, disse : “Perto da 13:00hs, estava no fundo do quintal da minha casa, quando escutei um forte barulho, nem sabia do que se tratava. Mais tarde soube que foi uma explosão na pedreira Gaspar. Não sei até quando isso vai acontecer. Assusta bastante!”, relatou a moradora.

Depredação Ambiental

Com as retiradas dos Pinus Elioti no topo do Morro, fica visível como a depredação do Meio Ambiente vêm acontecendo. Só não enxerga quem não quer ver. “O pior cego é aquele que enxerga e não quer ver”, como já dizia o antigo adágio popular. E o pior é que muita “gente boa” vê e enxerga essa agressão gratuita ao meio ambiente. Esse silêncio talvez seja pior que a depredação ambiental. Se vier à tona pode dar uma explosão de escândalos. Talvez em maiores decibéis que o barulho que provocam as dinamites utilizadas pela Pedreira Gaspar. Enfim, vida que segue!

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