Prefeito Ceron concede entrevista na Rádio Clube de Lages

Sem mistérios. Quando se tem consciência daquilo que se está fazendo, torna-se fácil explicar ou contestar. O repórter da Rádio Clube indagou ao prefeito Antônio Ceron sobre a questão do nepotismo na sua administração, cuja denúncia foi feita pelo vereador Jair Júnior, sobre possíveis parentes do vice Juliano ocupando cargos comissionados. Disse o prefeito: “sobre seu cunhado,  tão logo tomei conhecimento aconteceu a exoneração. E sobre sua companheira, devo informar que ela é concursada, e pela sua capacidade ocupa função gratificada. Se houver irregularidade eu vou me render. Entendo que é legal, mas se a Justiça achar que é ilegal, vou me render.”, observou o prefeito de Lages. Dando continuidade a entrevista, foi indagado sobre as casas da avenida  Ponte Grande. Assim respondeu: “a obra estava parada com dinheiro em caixa. Houve incompetência da administração passada que fez uma licitação toda errada. Podem não gostarem, mas eu  digo a verdade, pois houve incompetência da administração passada. O pessoal não gosta, . Não estou aqui para agradar ninguém, e sim para falar a verdade”, avaliou Ceron. Em seguida mais uma pergunta: sobre a pavimentação da rua Cirilo Vieira Ramos, o que o prefeito tem a dizer?. Ele respondeu sem titubear: “Tem de pedir para os mais de 40 prefeitos que passaram antes de mim, porque não fizeram? Eu vou fazer. Nem que eu tenha que pegar na picareta!”, respondeu o prefeito lageano.

OUTRAS INDAGAÇÕES DA ENTREVISTA:

Com respeito ao processo de cassação do vereador Vone devido a prestação de serviços feitos pela sua empresa à secretaria da Agricultura. O prefeito Ceron explicou: “A cassação é um caso restrito da Câmara de Vereadores. Tomei conhecimento do caso quando veio a público, e resta saber se a pena é passível de cassação de mandato. Houve a irregularidade e houve o descuido da administração, tanto do vereador como da secretaria municipal da Agricultura. Não vejo a imoralidade, mas vejo a irregularidade”, observou o  prefeito.

O entrevistador quis saber do prefeito  sobre as questões de gerações de empregos em Lages. Ele respondeu, sem mistério: “Não é o prefeito que abre empregos, muito pelo contrário, pois eu fui um desempregador. Tive que demitir 1.000 empregados. Agora a economia está em frangalhos. Eu diria que somente quando a economia crescer é que as vagas irão surgir.” Explicou Antônio Ceron.

AS ÚLTIMAS PERGUNTAS:

O  repórter quis saber sobre as contratações dos Agentes de Trânsito que foram aprovados no concurso. Ceron responde: “Hoje à tarde, as 17 horas está marcado uma reunião, pois estamos sem lombadas. É um conjunto de medidas que precisam ser feitas. Não vamos contratar apenas porque estão esperando, mas porque há necessidade de servidores para prestar o serviço”. Aproveitando o ensejo o prefeito respondeu a uma curiosidade da produção  do programa  da Rádio Clube de Lages onde foi realizada a entrevista pelo repórter Daniel Filho. Perguntaram sobre o que achava sobre fim dos pontos facultativos no município de São João Batista, decretado pelo prefeito daquele município. Ceron explicou: Não sei em São  João Batista como é, mas nós implantamos depois de décadas o horário integral, onde se atende ao público sem fechar ao meio dia”. Daniel Filho, lembrou ao prefeito, sobre as reclamações de empresários de Lages sobre as atuações de fiscais da Vigilância Sanitária recentemente, cuja indagação foi respondida da seguinte forma pelo prefeito Ceron: “ Com relação à padaria, o Ministério Público arquivou a reclamação do empresário. Sobre  às últimas denúncias pedi aos empresários que  a formulassem por escrito para que possamos abrir o processo administrativo. Eu não admito que servidor seja mal educado, prepotente ou que falte com o respeito. Eu não sou assim e não admito, seja ele efetivo, concursado, tenha estabilidade ou não. Pode até dizer um não, mas têm de ser um não de forma educada.”, advertiu Ceron, ainda respondendo sobre a pergunta sobre a CPI da Infelicidade: “ a CPI,  seja ela em qualquer Casa Legislativa, é uma ferramenta política, mas nós temos uma ação do GAECO que prendeu um caminhão de material na casa de um envolvido. Estou aguardando o desfecho do GAECO. A Câmara está fazendo o julgamento político. O GAECO está fazendo um investigação séria”, concluiu o prefeito de Lages, Antônio Ceron.

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