Núcleo de Saúde da ACIL realiza debate online sobre tratamento precoce para Covid-19

O polêmico tratamento precoce para Covid-19 foi tema de Talk online realizado pelo Núcleo de Saúde da Associação Empresarial de Lages, realizado na noite de 23 de março, com a participação do farmacêutico bioquímico e microbiologista clínico, Caio Roberto Salvino, da médica pediatra, Maria Cristina Martins, do médico reumatologista, Vinicius Barbetta Narciso, da médica dermatologista, Simone Ramos, e da médica oncologista e imunologista, Nise Yamaguchi. O evento contou com a participação de 150 pessoas, capacidade máxima da sala virtual.

Com relação a Covid-19 em crianças, Dra. Maria Cristina explicou que a doença apresenta-se de forma leve, com poucos relatos de complicações e hospitalizações e raríssimos desfechos fatais. Segundo ela, o tratamento precoce na infância deve ser individualizado com objetivo de reduzir a carga viral e o processo inflamatório, podendo ser utilizados os mesmos medicamentos indicados para adultos, mas respeitando a dosagem indicada em pediatria.

Em sua fala, o Dr. Vinícius relatou que devido ao grande número de casos confirmados nas últimas semanas, cogitou-se a hipótese de tentar uma abordagem precoce nos casos pré-hospitalares para tentar diminuir a evolução de casos graves. “A avaliação médica precoce engloba a correção de comorbidades descompensadas (DM, asma, HAS), reconhecimento de pacientes de risco (obesidade, idade), orientação sobre sinais de alerta e diagnósticos diferenciais”, destacou ele alertando sobre o perigo da automedicação. “É preciso tratar a doença conforme a fase em que ela se encontra e manter a vigilância do paciente. Quaisquer sinais de agravo devem ser tomadas as medidas cabíveis”, completou.

De acordo com a Dra. Nise, há evidências científicas benéficas quanto ao uso do tratamento precoce e apontou estudos que citam a diminuição da atividade viral, diminuição de mortalidade e diminuição do período de internação de pacientes graves que tiveram modulação da imunidade e redução dos sintomas da síndrome pós Covid-19, pelo uso da ivermectina e da hidroxicloroquina. Ela defendeu a implementação do tratamento precoce e defendeu a implementação do tratamento precoce e citou locais no Brasil e no mundo onde está sendo utilizado de forma eficaz.

O Dr. Caio falou que entre o 2º ao 6º dia de sintomas, deve ser realizado o exame laboratorial para a detecção do RNA ou proteínas virais (Antígenos), bem como, exames complementares de hemograma, LDH, PCR, D-dímero. “A possibilidade de transmissibilidade diminui a partir da redução da carga viral nas vias respiratórias, isso se dá a partir de 10 dias”, declarou.

Favorável ao tratamento precoce, a Dra. Simone defendeu o uso da hidroxicloroquina destacando sequelas e doenças subclínicas que poderão se manifestar na síndrome pós Covid-19. Segundo ela, o tratamento precoce promove um quadro mais brando da doença e com isso, garante um atendimento hospitalar mais digno pois evita superlotações, reduz o tempo de internação, reduz a taxa de mortalidade e reduz o tempo e a gravidade dos sintomas. “Os pontos chave do tratamento precoce são avaliação e definição da fase em que o paciente se encontra de acordo com os sintomas como febre persistente e atividade dos leucócitos pelo hemograma, pois os sinais de desconforto respiratório indicam necessidade de hospitalização”, explicou ela.

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