Prefeito Ceron prestigia reunião técnica relacionada à situação atual e estimulação da implantação de Pequenas Centrais Hidrelétricas na região da Serra

 A crise hídrica em decorrência da estiagem que assola algumas regiões do Brasil atualmente, e o consequente déficit energético com incremento percentual na tarifa de consumo de energia na bandeira vermelha, aparecem como alguns dos assuntos recorrentes em reuniões nas mais diversificadas áreas. E a tarde desta segunda-feira (5 de julho) foi aproveitada para que empreendedores, representantes de entidades de classe e autoridades de gestão pública e legislativa participassem de um encontro para ser apresentado, debatido e recebidas sugestões sobre o tema do contexto atual e impulso à execução das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) nas bacias dos rios Pelotas, Pelotinhas, Lava-Tudo, Amola Faca e Caveiras, com discussão realizada no auditório da Associação Empresarial de Lages (Acil), cujo anfitrião foi o presidente da instituição, Carlos Eduardo de Liz, assim como houve conversações voltadas a análises ambientais, megawatts potencializados, impactos das hidrelétricas, inundações, energia sustentável, projetos, resultados eficientes, saídas para viabilizar PCHs, perspectivas na instalação de novas indústrias e a Matriz Energética para a tentativa de zerar a produção de gás carbônico em transição para a produção de energia limpa, como a eólica e solar. O rio Pelotas configura como um dos mais relevantes da região da Serra Catarinense, um dos afluentes do rio Uruguai.

Entre as autoridades presentes na reunião estavam o prefeito de Lages, Antonio Ceron; vice Juliano Polese; o secretário executivo do Meio Ambiente (Sema), da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável de Santa Catarina (SDE), Leonardo Porto, e representantes da Procuradoria-Geral da República, Ministério Público do Estado (MPE), Acil, Fórum das Entidades, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Associação dos Municípios da Região Serrana (Amures), Câmara de Vereadores de Lages, Instituto do Meio Ambiente (IMA), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Sindicato Rural de Lages, Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), e de secretarias municipais do Poder Executivo de Lages.

O encontro respeitou o limite da capacidade de ocupação do auditório da Associação Empresarial de Lages (Acil), onde o evento foi promovido, em 65 pessoas, com distanciamento social, uso de máscara de proteção facial e de álcool gel e aferição de temperatura corporal. Além de presencialmente, a reunião pôde ser acompanhada ao vivo pelos internautas, em transmissão no canal da Acil no Youtube.

A Acil se posicionou argumentando que, “defende e empreende esforços para a implantação de PCHs e da Usina Hidrelétrica Paiquerê, situada entre os municípios Lages e São Joaquim, em Santa Catarina, e Bom Jesus, no Rio Grande do Sul, com o propósito da exploração sustentável”. Após as considerações iniciais das personalidades dos meios empresarial, de gestão pública, legislativo e ambiental, a empresa Estelar Engenheiros Associados Ltda., de Florianópolis, explanou sobre a revisão dos estudos de inventário hidrelétrico do rio Pelotas no trecho entre a elevação 797 metros e 647 metros. Esclarecimentos técnicos foram prestados, incluindo explicações acerca de gráficos e mapas. “A batalha em prol dos recursos naturais, da proteção ao meio ambiente, do uso da água e de formas opcionais de energia é antiga. Santa Catarina é o Estado pioneiro na criação de um Código Florestal. Nós que lideramos a formulação do Código Florestal, e grandes avanços já foram conquistados. A questão da água como fonte de energia vai mais longe do que a geração de energia, significa desenvolvimento econômico e humano. Lages está geograficamente no centro do Estado, e a potencialidade da sua natureza é salutar à energia e ao turismo, a exemplo da produção de energia eólica em Bom Jardim da Serra. A capacidade hídrica da região Sul é grandiosa. A sociedade, em suas distintas e peculiares atribuições, está unida para que as Pequenas Centrais Elétricas sejam executadas e efetivamente entrem em operação para abrangermos produção de energia, economia e evolução econômica”, pontua o prefeito Antonio Ceron.

No Brasil, as fontes renováveis de energia alcançaram uma demanda de 45% de participação na Matriz Energética e uma das maiores preocupações dos governantes e empresários da indústria, comércio e serviços permeia a luta para evitar apagões, como ocorreram em 2012, e coibir prejuízos econômicos com a eventual paralisação de atividades. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informa que 95% da energia no Brasil provêm dos rios, e que o país conta com 15% da água doce do mundo inteiro, porém, utiliza somente um quarto do total.

As fontes de energia são extremamente importantes para o desenvolvimento de um país. A qualidade e nível de capacidade das fontes de energia de um determinado local são indicativos para apontar o grau de desenvolvimento da região. Países com maiores rendas geralmente dispõem de maior poder de consumo energético. No país brasileiro, à medida que o país foi se modernizou, o setor energético foi se desenvolvendo com o passar do tempo.

As principais fontes de energia do Brasil são energia hidroelétrica, petróleo, carvão mineral e os biocombustíveis, assim como algumas outras utilizadas em menor escala, como gás natural e energia nuclear. A energia hidroelétrica é a principal fonte de energia utilizada para produzir eletricidade no país. Atualmente, 90% da energia elétrica consumida no país advêm de usinas hidrelétricas. Contudo, o país utiliza apenas 25% do seu potencial hidráulico.

O país ainda importa parte da energia hidroelétrica. Uma porção destas importações está referida à propriedade paraguaia da Usina Binacional de Itaipu, outra parte se refere à compra de eletricidade produzida pelas usinas de Garabi e Yaciretá, na Argentina.

Por Daniele Mendes de Melo

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