Agentes Locais de Inovação (ALIs) avaliam ações na Serra Catarinense

Lages – As boas práticas dos Agentes Locais de Inovação (ALI) em todo o Estado de Santa Catarina estão cada vez mais fortalecidas. Na Serra Catarinense, na semana que passou, em reunião dos integrantes estaduais e regionais do programa, junto à sede do Sebrae, em Lages, foi possível avaliar a inovação e aumento da produtividade das ações nas mais de 200 empresas de MICRO e PEQUENO porte participantes. O programa BRASIL MAIS, ALI promove a inovação, a partir de metodologia especifica nas empresas. No Estado, cerca de 12 mil pequenos negócios deverão ser contemplados nos próximos dois anos. Somente na Região Serrana, deverão ser atendidas mais de 1,2 mil.

Durante a passagem por Lages o coordenador estadual Denilson Coelho e o consultor estadual Mateus Neto, do Programa Brasil Mais, juntamente com os Agentes Locais de Inovação, coordenaram uma visita in loco em três empresas de micro e pequeno porte que participaram do programa, e que obtiveram aumento da produtividade a partir do acompanhamento dos ALIs. Em todo o processo de acompanhamento, que ocorre quando o empreendedor tem o auxílio direto, e, a partir do diagnóstico, até a posterior implantação das melhorias identificadas para os problemas que impediam o desenvolvimento da empresa e o consequente aumento da produtividade.

Case de sucesso I

A empresa Seviê Fragrances, da empresária Ana Paula Furlan, participou do programa em 2005. Atualmente, o ALI segue ao lado dela, desta vez, no segmento de fragrâncias e aromas, através do acompanhamento direto do ALI Robson Bruno Borges Sartor. A empresa trabalha com fragrância exclusiva para lojas. Ela cria uma identidade olfativa, a partir de pesquisa feita com o cliente, em que o aroma passa a ser personalizado de acordo com o ambiente. Foi então que a Seviê Fragrances desenvolveu um aroma e conseguiu banir o cheiro de queimado.

Ao comentar sobre o ALI, Ana Paula disse ter obtido grandes resultados ao participar do Programa BRASIL MAIS via ferramenta Agentes Locais de Inovação. Relatou que o projeto ajudou principalmente com as mídias sociais, com destaque no Instagram. Ana falou sobre nunca ter muito tempo para redes sociais até poder ter tido acesso a consultoria em Marketing Digital, solução que as empresas participantes do ALI poderão ter acesso à menores custos. Hoje ela diz fazer pelo menos uma venda por dia, por meio do Instagram e WhatsApp. “A consultoria ajudou também na parte orgânica organizacional. Obtive motivação prática ao buscar uma consultoria de excelência ao atendimento”, afirma.

Case de sucesso II

Chácara Bom Jesus foi outro local em que o Programa BRASIL MAIS, via ferramenta e acompanhamento de Agentes Locais de Inovação interferiu positivamente. A história teve começo quando Ana Vieira e Evilásio Vieira, se casaram e decidiram abrir um restaurante, num galpão rústico. Porém, logo fecharam, e decidiram utilizar o espaço apenas para eventos. Outras atividades impediam o casal na atenção à Chácara.

O último evento antes da pandemia e os decretos foi em 13 de março de 2020. Em seguida vieram as dificuldades. Foi então que Ana decidiu começar a criar conteúdo para Instagram, prometendo aos seguidores, de que todas as quartas-feiras, às 16h haveria uma live. A ideia bombou. Um dos temas abordou sobre uma coleção de facas, e especificamente sobre um dos objetos do marido.  A parti daí criaram o quadro “Causos de Galpão”, em que Evilasio passou a contar causos junto com tradicionalistas, e falando sobre a lida de campo.

Foi aí que conheceram o Programa BRASIL MAIS, Agentes Locais de Inovação (ALI). Ana conseguiu uma mentoria de 2h. E ao responder o questionário, relatou que seu problema era financeiro, mas, descobriu que o real problema era a falta de marketing, e começou então a investir.

Aos poucos as ideias foram fluindo. Como os proprietários não poderiam fazer eventos, mudaram o Alvará do local e passaram a servir petiscos, até que firmaram parceria com a Cervejaria União Serrana e passaram a servir almoços nos finais de semana.

Em janeiro o negócio começou a fluir e evoluir ainda mais. Surgiu então o grupo gauchesco Quarteto Coração de Potro, e junto com Evilasio passou a produzir um documentário a partir de quatro lives.

Recentemente, em 1° de junho, a Chácara Bom Jesus voltou a ter uma programação normal, incluindo uma lojinha de produtos coloniais, além de cavalos, carro de mola, carro de boi, aranha, fogo de chão, e o tradicional camargo. Complementa a programação, o evento quinta gaúcha, em que contam com um total de 50 convidados, uma vez que o local tem capacidade para 160 pessoas.

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