Finados: recipientes que possam conter água devem ser evitados junto aos túmulos e jazigos

“Embora Lages não esteja enquadrado como município com incidência do aedes aegypti, todos os cuidados são necessários para se evitar que as larvas do mosquito possam se desenvolver em recipientes que contenham água parada” – coordenador do Centro de Controle de Zoonoses, Márcio Rodrigues da Silva.

Neste período de véspera do Dia de Finados, o Centro de Controle de Zoonoses, da Prefeitura, alerta à população para os cuidados com a utilização de vasos de plantas ou demais recipientes que possam acumular água parada junto aos túmulos e jazigos, sendo que o ideal é a utilização de flores sintéticas e vasos furados. Nem mesmo é aconselhado o uso de vasos com pratos de areia, pois com o tempo a areia é dissipada pelo vento, sobrando então espaço para depósitos de água da chuva, possíveis locais de proliferação das larvas do mosquito da dengue, o aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya.

O coordenador do Centro de Controle de Zoonoses, Márcio Rodrigues da Silva, disse que embora Lages não esteja enquadrado como município com incidência do aedes aegypti, todos os cuidados são necessários para se evitar que as larvas do mosquito possam se desenvolver em recipientes que contenham água parada.

Os cemitérios, borracharias, postos de lavação de veículos, oficinas, ferros-velhos, entre outros, são, por exemplo, locais com maior probabilidade da existência de recipientes com água parada, e são monitoradas a cada 14 dias pelos agentes do Centro de Controle de Zoonoses. “Armadilhas são espalhadas por toda a cidade, para que de forma permanente seja feito o controle da incidência de larvas do mosquito”, explica Márcio Rodrigues.

Monitoramento

Neste ano de 2021 o Centro de Controle de Zoonoses detectou a existência de três focos do mosquito da dengue em Lages, sendo dois deles no bairro São Cristóvão e um no bairro Popular. Quando isto ocorre, uma área no entorno do foco, num raio de 300 metros, é rastreada e monitorada para a eliminação de recipientes com água parada.

Texto: Iran Rosa de Moraes/Fotos: Ary Barbosa de Jesus Filho

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