Deputado Marcius Machado cobra celeridade na entrega de laudos de mamografia


Relatos de mulheres que passaram por exames no Hospital Tereza Ramos mostram fila de espera para entrega de laudo de até 90 dias

Em tribuna, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, o deputado Marcius Machado (PL) cobrou celeridade na entrega dos laudos de mamografia no Hospital Tereza Ramos, em Lages. Segundo reportagem publicada no jornal Folha da Serra, pacientes têm esperado mais de 90 dias para receber os resultados dos exames.

O jornal destacou a história de Marelise Aparecida Zaror Cordeiro, que no dia 26 de julho deste ano realizou o exame após apresentar muitas dores nas mamas. Passado o prazo para a entrega do laudo, entrou em contato com o hospital, que informou que o filme utilizado para a revelação da mamografia estava em falta. No mês seguinte, após nova cobrança, o hospital usou como desculpa a alta demanda de laudos após os atrasos. Apenas no dia 11 de outubro Marelise teve acesso aos exames.

As mulheres brasileiras acima de 40 anos têm direito à acesso a mamografia grátis e também, devido a Lei dos 30 dias sancionada em 2019, caso haja uma suspeita de câncer, os exames para confirmar o diagnóstico devem ser realizados em até 30 dias.

O deputado Marcius Machado é autor da Indicação 2175.7/2021 que pede a celeridade na entrega dos exames. Em discurso na tribuna em sessão da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Marcius cobrou atenção ao assunto ao governador Carlos Moises da Silva (sem partido) e ao secretário de Estado da Saúde, André Motta.

“Chega outubro e incentivam as mulheres a fazer os exames, se cuidar, fazer os procedimentos. Mas quando fazem o exame, de acordo com a lei dos 30 dias, não tem o resultado na mão. Ficam ali sem dormir, estressadas, porque não conseguem o laudo”, ressalta e ainda destaca a falta de estrutura no hospital, que é uma referência para o Estado e a necessidade de abertura por completo da nova alta, que ainda não foi feita.

“Precisamos de uma ação, uma atitude. Muito bonito distribuir dinheiro. Mas quando se trata de um exame, a pessoa passa preocupada, com dor. Isso é inoperância do Estado e não é a primeira vez. O hospital é importante e estratégico para Santa Catarina. Não é uma cobrança ácida, é agregativa. Façam o dever de casa”, finalizou Marcius.

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