Homem que matou a companheira de três décadas é condenado a 17 anos de reclusão

O Tribunal do Júri da comarca de Lages condenou João Batista Campos, por matar de forma brutal e enterrar o corpo da companheira a 17 anos de reclusão, nesta terça-feira (27). Ele deve cumprir a pena em regime inicial fechado. Ao crime contra a vida, os jurados reconheceram as qualificadoras do feminicídio, motivo torpe e crueldade. O juiz substituto André Romanelli presidiu os trabalhos e na sentença negou ao réu o direito de recorrer da decisão em liberdade.


O casal vivia junto há mais de 30 anos. Em setembro de 2018, conforme a denúncia do Ministério Público, ele teria a espancado com socos, chutes, pauladas e empurrões contra portas e janelas até a morte. Entre os documentos que integram o processo, o laudo pericial diz que a Maria Eva Varela Lopes tinha cinco costelas quebradas, além de outras lesões.
Depois de matar a vítima, para se eximir das consequências penais, ele ocultou o corpo no quintal da casa onde moravam, no bairro Tributo. O homem confessou o crime. Porém, no interrogatório durante o júri popular preferiu ficar em silêncio. Ele é reincidente em crime doloso contra a vida. Em outro processo, foi condenado por tentativa de homicídio.
A sessão ocorreu a portas fechadas, a exemplo das anteriores, para evitar a propagação do coronavírus. E dessa forma devem ser feitos os próximos júris em novembro. Estão pautados para o mês três sessões de julgamentos, nos dias 3, 17 e 24, com início marcado para 10h.

NCI/TJSC – Serra e Meio-Oeste

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