Polícia Federal combate falsificação em processo de registro de armas de fogo


Lages – A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje (25/11), a Operação Falso
Bellum com o objetivo de combater fraudes em requerimentos de instrução de registros
de arma de fogo e de concessão de certificados de registro de atiradores, na região do
planalto serrano catarinense.


Policiais federais estão cumprindo dois mandados de busca e apreensão e uma ordem
judicial de afastamento do exercício da atividade de despachante de armas de fogo,
contra investigado na operação. As medidas judiciais buscam a colheita de provas sobre
a participação das pessoas que estão envolvidas com as fraudes, bem como a apreensão
de bens e documentos que possam estar sendo utilizados para a execução das condutas
criminosas
As investigações tiveram início em 2020 com o recebimento de informações fornecidas
por estabelecimentos que comercializam armas de fogo e por instrutores de tiro que
atuam na região, a partir das quais foi identificada a possível comercialização de “laudos
de aptidão” fraudulentos, utilizados por particulares para instruir processos de obtenção
de certificados de registro e de outros requerimentos perante os órgãos de controle.
O inquérito policial segue em curso, onde poderá ser apurado o envolvimento de outras
pessoas ou outros fatos criminosos conexos, sendo que os investigados poderão ser
indiciados pela prática dos crimes de uso de documento falso e de falsificação de
documento público, entre outros que vierem a ser identificados no transcurso da
investigação.
Obs: O nome da operação, batizada de “Falso Bellum”, do latim “falsa guerra”, faz
analogia com um dos calibres de arma de fogo mais solicitados pelos falsificadores (9mm
parabellum) e a ilusão de que suas condutas ilícitas, ao tentar ludibriar os órgãos de
controle, permanecerão impunes.
Delegacia de Polícia Federal em Lages/SC

Achou essa matéria interessante? Compartilhe!