//Lageano é morto na Cadeia de Paranaguá após envolvimento em assassinato de comerciante

Lageano é morto na Cadeia de Paranaguá após envolvimento em assassinato de comerciante

Um dos suspeitos de ser coautor do assassinato de Guilherme Galan Constantino, de 35 anos, Kelvin
Mendes dos Santos,Lageano(foto), o qual participou do homicídio ocorrido na quinta-feira, 5, no centro de Paranaguá,
junto com Jonathan Fragoso Padovani, 25 anos, e a possível autora do crime, Letícia dos Santos Porto,
foi assassinado na sexta-feira, 6, dentro da carceragem da 1.ª Subdivisão Policial de Paranaguá. O
crime, do qual o trio é acusado, ganhou ampla repercussão pela crueldade com que Letícia concretizou o
assassinato, com mais de 15 facadas na vítima, na calçada de uma das padarias mais movimentadas da
área central da cidade, localizada entre as ruas Júlia da Costa e Desembargador Hugo Simas, por volta
das 7h de quinta-feira.

Os três foram presos ainda na manhã de quinta-feira, 5, a mulher por meio da ação da Guarda Civil
Municipal (GCM) no calçadão da Rua Desembargador Hugo Simas e os dois comparsas pela Polícia
Militar na Costeira. A informação do assassinato de Kelvin menos de um dia após ser preso foi
confirmada pela Polícia Civil, crime efetuado por outros detentos, os quais ainda não tiveram identidade
divulgada.
Ainda não há informações sobre o que motivou o crime, se foi por conta do assassinato de Guilherme
Constantino na quinta-feira ou por possível “acerto de contas”. Kelvin era natural de Lages, em Santa
Catarina, e teria sido assassinado na área dos banheiros da carceragem, segundo informações da
Polícia Civil.
Segundo a 1.ª SDP, em oitiva informal feita com Letícia, autora do crime, em um primeiro momento ela
informou que teria sido estuprada por Guilherme dois dias antes de ter o assassinado. No entanto, no
decorrer do início da investigação, Jonathan, coautor do homicídio e namorado de Letícia, informou que a
vítima teria oferecido droga em troca de sexo, sendo flagrada pelo namorado. Após a prática sexual, ela
descobriu que Guilherme era portador de AIDS, algo informado pelo seu próprio namorado.
Então eles armaram o assassinato de Guilherme, algo que foi iniciado quando os autores encontraram a
vítima em um posto de combustível próximo à Avenida Gabriel de Lara onde Letícia desferiu uma facada
no ombro do homem de 35 anos. A vítima fugiu para a padaria, porém os três autores o encontraram e
continuaram com o crime, adentrando no espaço comercial, retirando Guilherme do local para que
fossem desferidas mais de 15 golpes de faca por Letícia.
De acordo com a Polícia Civil, os autores do assassinato de Guilherme responderão por homicídio
qualificado por emprego de meio cruel em virtude dos mais de 15 golpes de faca, submetendo a vítima a
um sofrimento excessivo. A pena poderá variar de 12 a 30 anos de prisão.
Fonte;folhadolitoral.com.br Foto: Divulgação WhatsApp