//Ato de agressão gera paralisação nas unidades de saúde pública

Ato de agressão gera paralisação nas unidades de saúde pública

É claro que todo ato de violência deve ser condenado, jamais tolerado. Parece que as pessoas estão vivendo uma época de nervosismo, intolerância, incompreensão, etc. Esses aspectos comportamentais estão ocasionando problemas na convivência humana. E isso  está ocorrendo em qualquer lugar. Não se trata de casos específicos que aconteceram apenas em Lages. Entretanto, sabe-se que uma pessoa doente, sempre é mais nervosa daquela que não tem problema de saúde. O enfermo quer ser atendido. Até porque, tem em mente que, quem paga os salários dos médicos, enfermeiros e atendentes é o povo, o enfermo, o doente, etc. Nem por isso ele tem razão de agredir ninguém, seja por palavras ou fisicamente. Porém, o servidor tem obrigação de bem atender a população. O que, por si só já é um tanto difícil, pois as condições da saúde pública no Brasil está um caos. Em qualquer parte. Incluindo Lages. Ressalta-se que, nem por isso dá direito a ninguém de utilizar as agressões para resolver uma questão de atendimento. Violência gera violência.

O justo pagando o pato

A questão da paralização em protesto às agressões, levadas a efeito ontem em todos as Unidades da Saúde por um espaço de uma hora, de forma alguma alcançou ou alcançará êxito. Ou seja, pagou o pato quem nada tem a ver com a situação. Pacientes que, na verdade necessitavam de ser atendidos, deixaram de ser, o que causou mais irritabilidade ainda. A medida do Registro do Boletim de Ocorrência pela Secretaria Municipal da Saúde, já tinha sido suficiente. Paralisação não é o caminho. O justo não deve pagar pelo culpado. É bom que a instituição ou o próprio prefeito em exercício determine uma investigação para realmente tomar ciência dos motivos que levaram o paciente usar de agressividade. Muitas pessoas lembraram ontem e hoje que, antes havia uma recomendação expressa fixada nas paredes das Unidades de Saúde alertando sobre o tratamento entre servidores públicos e pacientes. O prefeito Antônio Ceron, logo após sua posse determinou a retirada daquele aviso ameaçador. Agiu de forma correta. Ou seja, não é apenas o servidor que merece ser bem tratado. O público também merece respeito. Continuamos a enfatizar que, por nada justifica uma agressão, seja verbal ou física. Por outro lado, também não se justifica prejudicar a comunidade por um ato isolado de alguém que não soube controlar seu estado de nervos. Ou quem sabe de ambos: do agressor e do agredido.