//Pronunciamentos de Hang e Ceron causam mal estar aqui e acolá

Pronunciamentos de Hang e Ceron causam mal estar aqui e acolá

Na verdade, as criações de impostos pelos governos, nunca foram vistos com bons olhos pela comunidade. O cidadão brasileiro vive atormentado com a carga de impostos a que está sujeito. O empresário, ao constituir uma empresa tem, ao longo do tempo,  que passar a recolher ao erário público mais de meia centena de impostos. Por essa razão, o Brasil é o País, que mais cobra impostos da população em todo o mundo. Sempre foi assim, qualquer déficit orçamentário os governos decretam as cobranças de impostos para cobrir o rombo deficitário. Recentemente o Governo estadual catarinense elevou alguns impostos e recebeu críticas, as quais não agradaram os adeptos do seu partido. Tanto que, ontem, o proprietário da Havan, numa entrevista coletiva com a imprensa lembrou o ato do governo estadual, o qual também mereceu a mesma atitude do prefeito Antônio Ceron. Ditos pronunciamentos causaram dissabores, a princípio no Centro Administrativo do Governo Estadual em Florianópolis. Por sua vez, o MDB, através do presidente do Diretório Municipal de Lages, Luiz Ademar Paes, comentou extra-oficialmente que vai exigir as demissões de todos os cargos ocupados por integrantes de outros partidos na ADR-Lages.

O que disseram

 

O diretor presidente da Havan, o maior estabelecimento comercial de departamentos do País, Luciano Hang, após encerrar sua brilhante explanação na coletiva com a imprensa, disse que, “o aumento de impostos pelo Governo do Estado com a edição da Medida Provisória 220 tramitando na Assembléia Legislativa, nos deixa muito triste, pois isso representa que está dando um passo atrás. Estamos brigando na Assembléia Legislativa, pedindo que o governador reveja sua posição. O aumento de impostos é a diminuição das pessoas, da capacidade de investimentos em nosso País, observou Hang. Por sua vez, o prefeito Antônio Ceron, em sua fala, disse o seguinte: “Primeiro quero colocar que Raimundo Colombo passou 7 anos no governo do Estado sem aumentar impostos.Tem essa matéria na Alesc, que na verdade é camuflada, pois ao invés de diminuir impostos, aumenta arrecadação em mais de 50 mulhões” cutucou o alcaide lageano.

Medida 220: tramitação na Alesc

Pelo que se sabe, a Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa decidiu ontem pela inadmissibilidade da Medida Provisória 220/2018, que reduzia alíquota do ICMS de 17% para 12%, o que causou imediata reação da Federação do Comércio de Santa Catarina, assim como de outras entidades ligadas ao comércio e indústria do Estado, principalmente da atividade têxtil. A não aprovação da Medida Provisória 220, foi articulada pelo parlamentar  Jean Kuhlmann, presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Alesc e Relator da MP; e ainda pelo deputado estadual Gelson Merisio, presidente estadual do PSD. Vale lembrar que os deputados do MDB não estavam presentes na Sessão, pois estavam no Palácio da Agronômica recepcionando o ministro Henrique Meirelles que estava em Florianópolis no dia de ontem.

Reação

Ainda não se sabe qual será a retaliação que o Governo Estadual poderá aplicar, principalmente na ADR-Lages, onde a instituição é recheada de servidores ligados ao PSD local, os quais ocupam cargos naquela repartição pública, inclusive o Executivo João Alberto. Na verdade, poderá nem acontecer qualquer providência imediata, pois a situação política atual ainda está indefinida, não se descartando, inclusive, a continuidade da coligação partidária MDB/PSD. Em se tratando de política eleitoreira, tudo é possível.